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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Sinais de WiFi permitem fazer fotos de objetos atrás das paredes

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/09/2023 Tirando fotos usando WiFi Embora já tenham sido largamente explorados para detectar a movimentação de pessoas, os sinais de WiFi que permeiam todos os nossos ambientes também podem ser usados para fotografar objetos parados, e fazer isto com uma precisão e uma resolução muito boas. "O imageamento de paisagens estáticas com WiFi é consideravelmente desafiador devido à falta de movimento," explica a professora Yasamin Mostofi, da Universidade da Califórnia de Santa Barbara. "Adotamos então uma abordagem completamente diferente para resolver este problema desafiador, concentrando-nos em traçar as bordas dos objetos." A solução envolve a chamada Teoria Geométrica da Difração e seus correspondentes cones de Keller, que permitem traçar os contornos dos objetos - essa teoria da difração, formulada por Joseph Bishop Keller [1923-2016] em 1958, mostra como os raios que incidem sobre uma aresta difratam-se pelo espaço formando uma região cônica. "Quando uma determinada onda incide em um ponto na borda [de um objeto], emerge um cone de raios emitidos de acordo com a Teoria Geométrica da Difração de Keller, conhecido como cone de Keller," detalhou Mostofi. O que a equipe descobriu é que esta interação não se limita a arestas visivelmente afiadas, mas se aplica a um conjunto mais amplo de superfícies com curvaturas bem pequenas. Sinais de WiFi permitem fazer fotos de objetos atrás das paredes Os cones de Keller permitem inferir os contornos dos objetos, a partir dos quais suas imagens são construídas. [Imagem: Pallaprolu et al. - 10.1109/RadarConf2351548.2023.10149785] Leitura pelas bordas A descoberta da equipe permitiu que a técnica fosse usada, pela primeira vez, para visualizar e ler o alfabeto inglês através de paredes, usando apenas os sinais de WiFi, uma tarefa até agora considerada muito difícil devido aos detalhes complexos das letras. Mais especificamente, a equipe propôs um núcleo de projeção de imagem baseado em um cone Keller. Esse núcleo é implicitamente uma função das orientações das arestas, uma relação que é então usada para inferir a existência das arestas - e sua orientação, se elas existirem - através de testes de hipóteses sobre um pequeno conjunto de possíveis orientações das arestas. Em outras palavras, se o cálculo determinar a existência de uma aresta, a orientação da aresta que melhor corresponde ao cone de Keller é escolhida para um determinado ponto, que então será usado para compor a imagem. "As bordas dos objetos da vida real têm dependências locais," detalhou Anurag Pallaprolu, membro da equipe. "Assim, uma vez que encontramos os pontos da borda de alta confiança por meio do núcleo de imagem que propomos, propagamos suas informações para o restante dos pontos usando a propagação de informações bayesiana. Esta etapa pode ajudar ainda mais a melhorar a imagem, uma vez que algumas das bordas podem ser em uma região cega, ou podem ser dominadas por outras bordas que estão mais próximas dos transmissores." Sinais de WiFi permitem fazer fotos de objetos atrás das paredes Imagens geradas de outras letras. [Imagem: Pallaprolu et al. - 10.1109/RadarConf2351548.2023.10149785] WiFi lê através das paredes Nos experimentos de demonstração, a equipe usou três transmissores WiFi comuns. Os receptores WiFi, por sua vez, foram montados em um veículo de controle remoto que emula uma grade de receptores WiFi à medida que se move. O receptor mede a potência do sinal recebido, que é então utilizado para geração das imagens. A tecnologia foi extensivamente testada com vários experimentos em três áreas diferentes, incluindo cenários em que as imagens eram geradas através das paredes. A demonstração é bastante válida porque usou um cenário desafiador, com a geração de imagens do alfabeto, já que as letras apresentam detalhes muito complexos e variados. Finalmente, eles mostraram como sua abordagem permite usar o WiFi para visualizar objetos atrás de paredes, gerando imagens com detalhamento suficiente para que as letras posicionadas detrás dessas paredes fossem lidas. Além disso, eles também capturaram imagens de vários outros objetos, mostrando que podem capturar detalhes que antes não eram possíveis com WiFi. Bibliografia: Artigo: Analysis of Keller Cones for RF Imaging Autores: Anurag Pallaprolu, Belal Korany, Yasamin Mostofi Revista: Proceedings of th 2023 IEEE Radar Conference (RadarConf23) Vol.: 23319896 DOI: 10.1109/RadarConf2351548.2023.10149785 FONTEM https://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Nanotecnologia faz tecelagem molecular

Nanotecnologia faz tecelagem molecular: Primeiro material a ser tecido em nível molecular mostra que nanocostura pode render bem mais que belas roupas.

Costurando em nível atômico
Químicos da Suécia e dos EUA conseguiram pela primeira vez tecer um material em nível molecular.
A tecelagem é a forma tradicional de fabricar tecidos, mas criar tramas de moléculas pode permitir a criação de compostos químicos muito interessantes.
A equipe teceu fios de moléculas orgânicas para formar um material tridimensional, usando o cobre como modelo.
Os íons de cobre podem ser adicionados e removidos sem alterar a estrutura como um todo. Além disso, a elasticidade do material pode ser alterada de forma reversível.
"A tecelagem em química é algo que se tem tentado há muito tempo na química, e é desconhecida na biologia," disse Omar Yaghi, dos Laboratórios Berkeley. "No entanto, encontramos uma maneira de tecer fios orgânicos que nos permite projetar e fabricar estruturas orgânicas complexas e grandes em duas e três dimensões."
Tecidos moleculares
A equipe afirma que a técnica de nanotecelagem também pode ser aplicada a nanopartículas ou polímeros, o que significa que esses materiais poderão ser fabricados na forma de películas finas para dispositivos eletrônicos.
Primeiro material a ser tecido em nível molecular
A nanotecelagem permite múltiplas tramas (primeira linha) e construir nanotecidos em duas e três dimensões (linha central). Na linha inferior, imagem dos nanotecidos por microscopia eletrônica. [Imagem: Yuzhong Liu - 10.1126/science.aad4011]
O novo material resultante deste primeiro experimento de tecelagem molecular se enquadra na categoria dos COFs, sigla de Covalent Organic Frameworks, ouestruturas orgânicas covalentes.
"Nós levamos a arte da tecelagem para os níveis atômico e molecular, criando uma nova maneira poderosa de manipular a matéria com incrível precisão para atingir propriedades mecânicas únicas e valiosas," disse o professor Yaghi, que foi pioneiro na criação dos COFs e seus parentes próximos, os MOFS (Metal Organic Frameworks, ou estruturas metal-orgânicas).
COFs e MOFs
As COFs (estruturas orgânicas covalentes) e MOFs (estruturas metal-orgânicas) são cristais tridimensionais porosos com superfícies internas extraordinariamente grandes, que podem absorver e armazenar enormes quantidades de moléculas-alvo, que se encaixam e se distribuem em seus poros.
Estas estruturas são muito promissoras para inúmeras aplicações, incluindo osequestro de carbono e a redução do dióxido de carbono em monóxido de carbono, uma rota que permite essencialmente transformar o CO2 em uma ampla gama de produtos químicos, incluindo combustíveis, produtos farmacêuticos e plásticos.
Com a nova técnica, essas estruturas são tecidas para formar redes de grandes dimensões, cujas tramas são mantidas coesas por ligações químicas fortes.


Bibliografia:

Weaving of organic threads into a crystalline covalent organic framework
Yuzhong Liu, Yanhang Ma, Yingbo Zhao, Xixi Sun, Felipe Gándara, Hiroyasu Furukawa, Zheng Liu, Hanyu Zhu, Chenhui Zhu, Kazutomo Suenaga, Peter Oleynikov, Ahmad S. Alshammari, Xiang Zhang, Osamu Terasaki, Omar M. Yaghi
Science
Vol.: 351 ISSUE 6271 365-369
DOI: 10.1126/science.aad4011

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Li-Fi: México torna-se pioneiro em internet por luz

Li-Fi: México torna-se pioneiro em internet por luz: É o primeiro país a colocar no mercado a tecnologia de conexão Li-Fi, que usa luz para substituir Wi-Fi.

Li-Fi
O México tornou-se o primeiro país a colocar no mercado a tecnologia de conexão Li-Fi, que promete substituir a Wi-Fi.
A tecnologia Li-Fi permite a transmissão de áudio, vídeo e internet até 100 vezes mais rápido, através da luz de LEDs e outras luminárias, ou seja, por meio de luz visível, substituindo as ondas de rádio do sistema Wi-Fi.
"Imagine ter internet através de cada luminária, evitando os problemas de velocidade e largura de banda saturadas porque todo mundo está conectado," disse Arturo Campos, responsável pelo lançamento do serviço, chamado LedCom, da empresa Sisoft.
Segundo ele, a taxa de transmissão do LiFi permitirá o aumento da velocidade da internet para até 10 gigabits por segundo em alguns casos, o equivalente ao download de um filme HD em apenas 30 segundos, embora a velocidade dependa da empresa fornecedora.
E uma já vislumbrada segunda geração da tecnologia poderá alcançar larguras de banda ainda maiores, assim que os lasers brancos consigam sair dos laboratórios.
Custos do Li-Fi
Para transmitir os sinais por luz, os chips Li-Fi da SiSoft foram projetados para captar os sinais do roteador e convertê-los em alterações no brilho emitido pelos LEDs. O receptor é conectado ao computador por uma porta USB.
A empresa anunciou uma capacidade de produção de 10.000 chips Li-Fi por mês.
Campos afirmou que serão colocados no mercado diferentes kits, que variam de cinco lâmpadas até a iluminação completa de uma casa ou escritório, garantindo a transmissão de dados para qualquer canto iluminado.
Os custos vão depender do tipo de luminária, sendo estimados entre 50 e 400 dólares (R$200 a R$1.600), incluindo o transmissor, receptor e a instalação. A estimativa é que as lâmpadas tenham um tempo de vida de dois anos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Primeiro chip óptico reprogramável

Primeiro chip óptico reprogramável: O circuito integrado fotônico pode multiplicar por milhares de vezes a velocidade do processamento de sinais.

Circuito integrado óptico flexível
Quando construíram o primeiro chip fotônico multiuso, os pesquisadores anunciaram que aquele era um passo essencial rumo a um processador fotônico reprogramável, análogo aos atuais chips eletrônicos FPGA.
O objetivo agora foi alcançado, em escala de laboratório, por José Capmany, Ivana Gasulla e Daniel Pérez, da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha.
"De forma similar à invenção dos FPGAs eletrônicos em 1985, a disponibilidade em grande escala de chips ópticos programáveis será um passo importante rumo ao processamento ultrarrápido de sinais de banda larga," comentou o professor Jianping Yao, da Universidade de Ottawa, no Canadá, em comentário publicado pela revista Nature a respeito do feito da equipe espanhola.
"Atualmente a velocidade do processamento digital de sinais é limitada pela velocidade de conversão analógico-para-digital (ADC). O chip ADC mais rápido do mundo [fabricado pela Texas Instruments] pode operar a 1 giga-amostra por segundo, o que corresponde a uma largura de banda de 500 MHz. Para um chip óptico programável em larga escala, a banda de processamento pode ser 1.000 vezes mais larga, centenas de GHz," completou Yao.
Primeiro chip óptico reprogramável
Esquema de cada unidade programável do circuito integrado fotônico. [Imagem: José Capmany et al. - 10.1038/nphoton.2015.254]
FPGA fotônicos
FPGA é a sigla de Field-Programmable Gate Array (arranjo de portas programável em campo), um tipo de circuito integrado fabricado para ser configurado pelo projetista após a fabricação - daí o termo "programável em campo" que compõe sua sigla.
A empresa pioneira na fabricação de circuitos integrados FPGA, a Altera, foi recentemente adquirida pela Intel por US$16,7 bilhões, o que mostra o valor e a importância futura dos circuitos integrados ópticos programáveis.
"Trata-se de um primeiro passo rumo a uma nova revolução no campo das telecomunicações. Em um futuro não muito distante, disporemos de circuitos integrados fotônicos genéricos, com uma configuração padrão e um núcleo universal, que poderão ser programados conforme necessário. Sendo um chip genérico, não será necessário modificar os processos de fabricação para cada aplicação," disse o professor Capmany.


Bibliografia:

Microwave photonics: The programmable processor
José Capmany, Ivana Gasulla, Daniel Pérez
Nature Photonics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphoton.2015.254

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Controle de elétrons produz supercondutividade

Controle de elétrons produz supercondutividade: Eletricidade à parte, manipular elétrons individualmente é outra história - com tantas outras possibilidades de aplicações.

Controle de elétrons individuais
Físicos desenvolveram uma forma de usar campos elétricos e magnéticos externos para controlar elétrons de forma seletiva no interior de materiais com espessura atômica.
Embora toda a tecnologia moderna, dos motores e lâmpadas aos computadores, funcione com base na eletricidade, aproveitando o fluxo de elétrons, manipular elétrons individualmente é outra história - com tantas outras possibilidades de aplicações.
"Os elétrons não são só pequenos e rápidos, eles naturalmente se repelem devido à sua carga elétrica. Eles obedecem às estranhas leis da física quântica, tornando-se difícil controlar seu movimento diretamente," explica o físico brasileiro Antônio Hélio de Castro Neto, atualmente na Universidade Nacional de Cingapura.
Dopagem química
Hoje, para controlar o comportamento dos elétrons, os materiais semicondutores necessitam de uma dopagem química, onde pequenas quantidades de outro material são incorporadas para liberar ou para absorver elétrons, criando uma mudança na concentração de elétrons que pode ser usada para dirigir correntes elétricas - é como se "gotas" de elétrons fossem usadas para controlar "rios" de elétrons.
Ocorre que a dopagem química tem limitações quando não se trata mais de lidar com rios, ou mesmo enxurradas de elétrons, mas apenas com alguns deles, como é necessário nas pesquisas de supercondutores, computação quântica ou mesmo em experimentos de física fundamental.
Isso porque a dopagem gera mudanças químicas irreversíveis no material que está sendo estudado. Além dos átomos dopantes perturbarem a ordem natural do material original - sua estrutura cristalina -, eles geralmente mascaram importantes estados eletrônicos do material puro.
Hoje já se sabe, por exemplo, que até mesmo a adição de um único átomo a outro material pode mudar dramaticamente suas propriedades, o que tem sido visto como uma grande oportunidade de abertura de novas fronteiras tecnológicas.
Controle de elétrons produz supercondutividade
O experimento chamou a atenção da comunidade ao gerar supercondutividade de forma controlada e reversível. [Imagem: L. J. Li et al. - 10.1038/nature16175]
Gerando supercondutividade
A equipe conseguiu replicar os efeitos da dopagem utilizando apenas campos elétricos e magnéticos externos aplicados a um material monoatômico, o disseleneto de titânio (TiSe2), incorporado em uma amostra de nitreto de boro (hBN).
O controle do comportamento dos elétrons foi feito com precisão e de forma reversível, permitindo que os físicos executassem medições que até agora eram estritamente teóricas.
A finura dos dois materiais é crucial para o efeito ao confinar os elétrons dentro de uma camada bidimensional, onde os campos elétricos e magnéticos apresentam um efeito forte e uniforme.
"Em particular, nós conseguimos levar o material a um estado de supercondutividade, no qual os elétrons se movem através do material sem qualquer perda de calor ou energia," disse o professor Castro Neto.
Como são atomicamente finos, os materiais supercondutores bidimensionais podem ter vantagens em relação aos supercondutores tradicionais em aplicações como equipamentos médicos de ressonância magnética (MRI) menores e até portáteis.


Bibliografia:

Controlling many-body states by the electric-field effect in a two-dimensional material
L. J. Li, E. C. T. O Farrell, K. P. Loh, G. Eda, B. Özyilmaz, A. H. Castro Neto
Nature
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature16175

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Computação com nanotubos usa 'evolução na matéria'

Computação com nanotubos usa 'evolução na matéria'

Computação com nanotubos usa "evolução na matéria"

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/04/2015
Computação com nanotubos usa
O compósito de nanotubos de carbono (em cima) recebe tensões de entrada em pontos específicos (embaixo à esquerda) até comportar-se como uma porta lógica (direita). [Imagem: Massey et al. - 10.1063/1.4915343]
Matéria que evolui
Um grupo de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Universidade de Durham (Reino Unido) estão procurando inspiração na natureza para substituir os transistores eletrônicos, que estão próximos do limite físico da miniaturização.
As técnicas "evolucionárias" foram usadas para criar dispositivos de processamento de informações a partir de películas cobertas aleatoriamente por nanotubos de carbono.
"Em vez de criar circuitos com matrizes de componentes discretos (transistores), nosso trabalho pega um material desordenado e então 'treina' o material para que ele produza a saída desejada," explica Mark Massey, membro da equipe.
Embora esteja em seus estágios iniciais, esse conceito de "evolução na matéria" demonstrou que é possível fazer com que materiais sem estrutura definida "aprendam" a se comportar de forma a imitar os circuitos eletrônicos, produzindo saídas definidas para entradas conhecidas.
Esse é o princípio das portas lógicas, os blocos lógicos mais fundamentais construídos com transistores.
Computação com nanotubos usa
Circuito com duas entradas, duas saídas e cinco nós de configuração. [Imagem: Massey et al. - 10.1063/1.4915343]
Computação com nanotubos
A equipe usou nanotubos de carbono misturados em um polímero, criando uma estrutura elétrica complexa e aleatória, uma vez que os nanotubos de carbono podem ser semicondutores ou metálicos - basta 1% de nanotubos para que o compósito torne-se "computacionalmente capaz".
"Quando aplicamos tensões em pontos do material, suas propriedades elétricas se alteram. Quando os sinais corretos são aplicados, ele pode ser treinado ou 'evoluir' para desempenhar uma função útil," explica Massey.
Embora circuitos baseados em materiais compósitos desse tipo possam vir a realizar funções lógicas práticas, eles deverão ser muito mais lentos, não competindo com os circuitos eletrônicos tradicionais.
Mas poderão ser úteis para o processamento analógico de sinais ou em circuitos que exijam um baixo consumo de energia, como etiquetas RFID ou sensores de monitoramento ambiental.
Fonte : http://www.inovacaotecnologica.com.br
Bibliografia:

Computing with Carbon Nanotubes: Optimization of Threshold Logic Gates using Disordered Nanotube/Polymer Composites
M. K. Massey, A. Kotsialos, F. Qaiser, D. A. Zeze, C. Pearson, D. Volpati, L. Bowen, M. C. Petty
Journal of Applied Physics
Vol.: 117, 134903
DOI: 10.1063/1.4915343

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

TV de bolso virtual leva o programa, e não a TV




TV de bolso virtual leva o programa, e não a TV:
TV de bolso virtual
Pesquisadores de Cingapura inventaram uma forma que permite que você leve seu programa de TV consigo - sem precisar levar o aparelho de TV junto.
Imagine que você esteja assistindo um programa na TV, mas precisa sair.
É possível deixar o aparelho gravando, mas isso vai exigir tempo extra para assisti-lo quando você voltar. Um tempo que pode estar disponível agora, enquanto você se desloca para a escola ou para o trabalho, no ônibus ou no banco do carona.
Com a TV de bolso virtual, tudo o que você terá que fazer será "puxar" o programa da TV para o seu tablet, notebook ou smartphone, e continuar assistindo normalmente, sem qualquer interrupção.
Você também poderá assistir o programa de TV ou filme, de forma sincronizada com sua família ou amigos, não importando em que parte do mundo cada um de vocês estiver.
E não apenas isso, mas poderá também discutir o programa, pelo meio que preferir, seja vídeo, chat de voz ou de texto.
Mobilidade extrema
A primeira demonstração dessa TV "pegue e leve" foi feita pela equipe do professor Wen Yonggang, da Universidade Tecnológica de Nanyang.
Não se trata de um conceito futurístico: o pesquisador afirma que já foi procurado por "gigantes de telecomunicações" interessados em usar a tecnologia em suas redes de TV a cabo.
A tecnologia de interação humano-computador permite que o programa - seja ele transmitido pela TV comum ou por um canal de TV pela internet - seja transferido de forma imediata entre aparelhos fixos e móveis.
Você pode "pegar" o programa que estiver assistindo na casa de um amigo, assisti-lo enquanto vai para casa e, ao chegar lá, simplesmente "despejá-lo" de volta na sua TV, e continuar assistindo normalmente, sem qualquer interrupção.
TV social
Essa migração entre redes, que permitirá a transição de um aparelho para outro, será possível graças àquilo que os pesquisadores chamam de "nuvem de TV social".
O sistema usa uma nuvem para o processamento e a distribuição dos vídeos, o que permite que ele seja baixado pelo aparelho que for mais conveniente em cada momento.
O software da TV social avisa a nuvem da mudança de IP do receptor e também permite que os usuários compartilhem seus próprios conteúdos - vídeos online e programas de TV - através de redes sociais como o Facebook e Twitter.
"Com o aumento dos vídeos online e dos aparelhos de multimídia pessoais, perdemos a experiência de assistir programas de TV juntos, como uma família ou como uma atividade social com os amigos. Eu espero que, com a minha invenção, as pessoas possam agora voltar a se reconectar uns com os outros socialmente usando os vídeos," disse Wen.
Segundo ele, a tecnologia poderá estar disponível para o público dentro de dois anos.

fonte : http://www.inovacaotecnologica.com.br/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fábrica de semicondutores anuncia investimentos no Brasil

Fábrica de semicondutores anuncia investimentos no Brasil
Serviços e fabricaçãoFábrica de semicondutores anuncia investimentos no Brasil
A fabricante de semicondutores Nanium, de origem portuguesa, anunciou que a empresa iniciará suas atividades no Brasil até a primeira semana de fevereiro.
A sede da empresa portuguesa ficará em Belo Horizonte e, em um primeiro momento, irá operar apenas na prestação de serviços, como consultoria na área de tecnologia aplicada.
O passo seguinte será a instalação de uma fábrica de semicondutores no país, em uma possível parceria com uma empresa nacional.
A localização da fábrica ainda não está definida. Entre os estados que podem receber os investimentos, estão Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Substituição de importações
Em reunião com técnicos do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), os representantes da Nanium afirmaram que o projeto nasce com o "pé no chão", mas ponderaram que o objetivo é viabilizar o negócio para produção imediata, fazendo "um trabalho significativo de substituição de importações" no Brasil.
A Nanium domina a tecnologia da fase de encapsulamento de microprocessadores, os "cérebros" dos equipamentos eletrônicos.
A empresa é controlada pelo estatal Banco Português (17,88% da ações) e pelos bancos privados Banco Espírito Santo e Banco Comercial Português, cada um com 41,06% das ações.
Nelson Fujimoto, secretário de tecnologia do MDIC, considerou o anúncio um gesto inicial importante justamente porque o Brasil hoje é o "terceiro maior produtor de computadores do mundo", "um grande mercado para televisores e telefones", mas tem uma balança comercial desfavorável na área de eletrônicos porque não tem produção relevante de semicondutores.
"Um dos nossos objetivos com o Plano Brasil Maior é atrair investimentos para suprir deficiências do país em alguns elos da cadeia produtiva. É o caso das tecnologias de informação e comunicação. Daí a importância desse anúncio," ressaltou.
Semicondutores no Brasil
Até ao momento, o único projeto de fábrica de semicondutores no Brasil é umajoint-venture brasileiro-coreana chamada HT Micron, em fase de construção em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
Prevista para abrir as portas no final de 2012, a fábrica tem investimentos previstos de US$ 200 milhões.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eletrônica Geral: Bateria de ar-lítio: carros elétricos com autonomi...

Eletrônica Geral: Bateria de ar-lítio: carros elétricos com autonomi...: Vídeo não pode ser exibido. Bateria de ar-lítio: carros elétricos com autonomia de 800 km : Cientistas da IBM af...





Ansiedade de motorista

Um dos maiores entraves à popularização dos veículos elétricos é a chamada "ansiedade da autonomia".Os motoristas parecem morrer de medo de que a carga da bateria não consiga levá-los até seu destino ou trazê-los de volta para casa.Agora, cientistas da IBM afirmam ter resolvido um problema fundamental que poderá levar à criação de uma bateria capaz de dar a um carro elétrico uma autonomia de 800 quilômetros - o dobro da autonomia da maioria dos carros a gasolina ou etanol.As melhores bateriasdisponíveis atualmente são do tipo íons de lítio, que são boas para telefones celulares, razoavelmente boas para notebooks, mas insuficientes para veículos elétricos, que não conseguem superar os 200 km de autonomia.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

RRAM: criada memória flexível totalmente funcional

Memória resistiva
Engenheiros coreanos criaram a primeira memória RAM flexível totalmente funcional.
Eles a chamam de RRAM ou, mais formalmente, de memória de acesso aleatório resistiva não-volátil flexível.
Keon Jae Lee e seus colegas do Instituto KAIST afirmam que as células de RRAM podem ser acessadas aleatoriamente, escritas e apagadas, em condições normais de operação, tudo sobre um substrato plástico flexível.

RRAM: criada memória flexível totalmente funcional: Este é um passo decisivo para a criação de equipamentos flexíveis, como telas de enrolar ou computadores de vestir.

Nanocarro elétrico é um autêntico 4x4

Qualquer terreno molecular
Pesquisadores alemães e franceses construíram mais um nanocarro.
A novidade é que, desta vez, eles parecem ter embarcado na tendência dos "macrocarros", e criaram um nanocarro elétrico.
Como igualmente acontece nos veículos elétricos mais modernos, o nanocarro elétrico tem um motor em cada roda.

Nanocarro elétrico é um autêntico 4x4: Como acontece nos veículos elétricos mais modernos, o nanocarro elétrico tem um motor em cada roda - na verdade, cada roda é ela mesma um motor.